Catálogo digital reforça vendas de lojas físicas na pandemia

Catálogo digital reforça vendas de lojas físicas na pandemia

Com catálogo digital, varejo físico pode engajar clientes com acesso aos produtos em meio ao “abre e fecha” do comércio

 

O comportamento dos consumidores já caminhava rumo ao digital, mas o avanço da Covid-19 acelerou essa transformação.

No setor de moda, segundo aponta o estudo realizado no ano passado pela Conversation, uma consultoria de performance & SEO, o e-commerce de moda no Brasil cresceu 95,27% durante a pandemia em 2020.

A pesquisa analisou as 50 principais lojas on-line do Brasil e as projeções para 2021 são otimistas.

No início da pandemia, em meio ao abre e fecha do comércio, as lojas físicas precisaram aprender a vender fora do espaço comercial e, quem não tinha operação estruturada no digital, encontrou nas redes sociais uma solução, principalmente pelo WhatsApp.

Aliado a isso, os catálogos apoiaram o ponto de contato. “Vimos lojistas enviando arquivos dos principais produtos em PDF para que o cliente pudesse escolher o que queria.

Foi uma espécie de salvação para quem que não tinha um e-commerce ou não estava posicionado em marketplace”, explica Caio Camargo, diretor comercial da Linx, empresa líder em tecnologia para o varejo.

Com o passar do tempo e incerteza sobre a abertura do comércio físico, além da demanda dos clientes por não ficarem muito tempo na loja, o catálogo se digitalizou, ganhou mais espaço e se desenvolveu como uma das principais ferramentas de vendas.

Se antes o PDF extenso era uma solução de emergência, o catálogo digital evoluiu para tornar a jornada do cliente o mais conveniente possível.

“Já vemos, por exemplo, catálogos interativos e dinâmicos, que direcionam o cliente para a finalização da compra ou atendimento da loja”, explica Camargo.

Entre as evoluções da ferramenta, a disponibilização dos links direcionando para o catálogo digital é uma forma rápida de expor os produtos para um leque maior de consumidores.

Isso permite até mesmo um nível de autoatendimento.

Para Camargo, é um ganho para o consumidor e para o vendedor.

“A partir do uso de catálogos digitais, os clientes podem explorar as opções e os vendedores podem sugerir produtos sem ‘cansar’ o cliente mostrando a loja inteira.

Com as lojas abertas, isso diminui até mesmo o vai e vem de peças e faz com que o consumidor seja mais direto nas escolhas, otimizando seu próprio tempo e do vendedor.

No caso do WhatsApp, os links ainda agregam em um ponto importante, que é rastrear a venda para que o vendedor seja comissionado por ela”, explica.

Outra vantagem para os que apostaram na solução é realizar campanhas promocionais direcionadas e personalizadas, por exemplo.

Camargo argumenta que “quanto mais o cliente entender que está recebendo uma mensagem direcionada exclusivamente a ele, maiores serão as chances de receber uma resposta positiva”.

Como os catálogos podem ser facilmente alterados de acordo com as estratégias de negócio, o varejista pode utilizá-lo para promover itens com excesso de estoque ou produtos de coleções passadas para um perfil de consumidores.

“Isso pode acelerar as vendas e ainda abrir espaço no estoque para as novas coleções”, complementa.

Assim como no ano passado, redes sociais como WhatsApp, Instagram e Facebook foram essenciais para a continuidade das vendas do varejo.

E, junto dos catálogos digitais, devem se firmar como canal de engajamento do cliente após a pandemia.

“A jornada do cliente está cada vez mais on-line e os catálogos auxiliam e agilizam vários aspectos de uma operação, podendo gerar venda, convidar o cliente para a loja física, facilitar a rotina dos colaboradores, mas também reduzir o tempo de espera para atendimento, o que pode aumentar a satisfação do cliente”, finaliza o especialista.

 

Fonte: Terra

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